Não me diga como ser feminista

olga feminismo

Na sexta-feira passada, mesmo dia em que tinha ingressos para o show da cantora Beyoncé, me recomendaram a leitura do artigo All Hail to the Queen? (Todos saúdam a rainha?), da Bitch Magazine*. A autora Tamara Winfrey Harris tenta responder a seguinte pergunta: “o que as nossas percepções sobre o feminismo de Beyoncé dizem sobre nós mesmas?”. Para isso, reúne um punhado de críticas sobre a postura da artista com relação ao tal Girl Power. E, olha, não são poucas. Elas vão desde posar de forma provocante para revistas, usar o sobrenome do marido para batizar a nova turnê (The Mrs. Carter Show), rebolar no palco, tingir o cabelo de loiro, pedir que homens “put a ring on it” (coloque um anel no dedo)… “Como alguém assim pode ser feminista?”, as pessoas se perguntam.

Mais tarde, durante o show, ouvia Beyoncé falar sobre segurança, beleza, garra e suas vitórias em um mercado ainda tão predominantemente masculino. Vi Beyoncé dançar por 2h30 em cima de um salto (!), confortável em seu corpo, confiante em seu talento, sem vergonhas ou inibições, ao som da banda só de meninas formada por ninguém menos do que ela mesma. “Como alguém assim NÃO seria feminista?”, eu me pergunto.

Essa força feminina pode aparecer de várias formas. E eu acredito, de verdade, que também é possível vê-la em cima de um palco, vestida de Givenchy. Sem preconceitos.

A questão, claro, vai além da Beyoncé. Ela afeta também nossas vidas, nossa forma de encarar o mundo, de julgar nós mesmas e outras mulheres. Fomos acostumamos a lidar com imagens femininas com uma só face, sejam elas personagens de TV, as princesas dos desenhos e até heroínas da ficção ou vida real. Mas somos mais complexas do que isso – não pelo fato de sermos mulheres, mas sim por simplesmente sermos seres humanos. E quando essas “complexidades” afloram, achamos que há algo de errado conosco. Ou algo de errado com outras mulheres.

Se luto por direitos iguais entre homens e mulheres, não posso pegar o nome do meu marido quando casar? Se quero ser uma profissional respeitada, não posso sair cedo do trabalho para jantar com meus filhos? Se sou feminista, não posso gostar de moda? Se exijo respeito dos homens – nas ruas, no trabalho – não posso usar roupas curtas? Se luto pela independência feminina, não posso escolher ser dona de casa?

Por que não?

O que me mais me surpreende é que muitas dessas limitações, imposições do que se deve ou não fazer, partem de nós mesmas. Um exemplo é o texto A Derrota do Feminismo, em que a escritora Katie Roiph critica mulheres que usam fotos dos filhos no perfil do Facebook por considerar “anulação de personalidade”. “Se, do além-túmulo, Betty Friedan [ativista feminista] fosse analisar como as mulheres acima dos 30 se comportam no Facebook, temo que ficaria muito decepcionada conosco”, diz.

Por quê?

O problema ao meu ver era quando a maternidade era forçada às mulheres. Hoje, felizmente, ela é uma escolha. Tanto a recusa de se ter filhos, quanto a vontade de exibi-los. Para que queimar tantos sutiãs décadas atrás pedindo liberdade se, hoje, nos deparamos com um feminismo que também quer limitar as escolhas das mulheres?

Um dos comentários mais sensatos que li sobre o “A Derrota do Feminismo” veio de um homem: “no meu perfil do Facebook agora tem uma foto do meu filho. Em uma busca rápida, não achei nenhum comentário na internet condenando isto. Pelo que entendi do texto acima e desta pequena pesquisa, eu posso fazer isto porque sou homem. Macho pode, mulher não?“.

A foto do filho pode representar muitas coisas, inclusive a tal anulação de personalidade. Mas será que precisamos de mais pessoas – de mais mulheres! – dizendo como devemos nos portar? Somos muito complexas para seguirmos um caminho apenas. Queremos várias coisas ao mesmo tempo e, por isso, tentam nos dizer que nossas vontades são paradoxais. Não são. O feminismo deve lutar para que as mulheres possam ter mais escolhas. E garantir que elas tomem suas próprias decisões sem qualquer necessidade de pedir desculpas por isso. Igual Mrs. Carter. 

*obrigada, Camilla Costa

Anúncios

29 Respostas para “Não me diga como ser feminista”

  1. Duda

    Adorei o texto!<3
    Pra mim, o feminismo pode ser resumido em uma única palavra: LIBERDADE!
    Seja para sair mundo a fora ou ficar em casa vendo os filhotes crescerem!

  2. Carla Laes

    Quero parabenizar e, principalmente, agradecer por este texto! Consegui encontrar nele um sentimento que tenho sobre algumas conhecidas feministas que costumam “ditar” regras e comportamentos relacionados ao feminismo. Em uma ocasião em que fui corrigida por uma amiga, depois de ter feito um comentário que ela não considerou feminista o suficiente (e eu, me “intitular” feminista, deveria sê-lo 24h por dia, ao que parece), lembrei do termo “feminazi” e, pela primeira vez, apesar de não concordar com o adjetivo e nem utilizá-lo por achá-lo bruto demais e um tanto ignorante, entendi o que queriam dizer ao utilizá-lo.
    Infelizmente são muitas as mulheres que se orgulham de seu feminismo, mas não entendem que outras feministas têm suas próprias maneiras de expressar aquilo em que acreditam ou pelo que lutam. Enquanto isso, apenas acredito que feminismo deve libertar ao invés de limitar.

    Novamente, parabéns pelo texto!

  3. biazacha

    Também estou estudando pro meio da Moda e digo uma coisa: acho que é justamente o contrário do que as muitas feministas radicais de hoje dizem – pelo nosso meio criativo, queremos mais que ninguém que o mundo seja um lugar mais livre, seja pra colocarmos um decotão na mulher ou uma saia no homem.
    Eu me afastei (e muito) dos debates feministas, coisa de uns dois ou três anos pra cá – coincidência ou não, com a popularização do Face no Brasil – porque no lugar de pregar liberdades, está cada vez mais comum pregar a negação de tudo aquilo caracterizado como “feminino”. Não acho problema ser mulherzinha, eu mesma me monto no rosa… mas o importante é isso partir de você e não de uma imposição da sociedade.

    Adorei o post! Com os devidos créditos é claro, queria coloca-lo em meu blog… posso?

  4. Caroline Agripino

    Parabéns pelo texto! Você conseguiu sintetizar muita coisa que ando pensando. Participei de algumas discussões sobre feminismo e ando discordando com algumas posturas, as de querer impor modos de pensar ou agir. Concordo plenamente com a luta pela possibilidade de escolhas, não preciso que mais regras sejam estabelecidas, mesmo que por feministas.

  5. André Liberato

    Que texto gostoso de ler. Idéias livres, modelos menos apertados, vontade de viver ouvindo minha doce e cruel melodia interna (tão paradoxal!!). E mesmo sendo homem, me senti extremamete tocado. Obrigado!!

  6. Sybylla

    Eu evito ao máximo hoje entrar em debates feministas, mesmo sendo feminista, pois algumas estão com uma visão limitada e tão reacionária que me incomoda ver que um movimento que prega liberdade de escolhas e direitos iguais está podando sua própria ideologia.

    Uma vez me disseram que eu não podia ser feminista porque sou hetero e porque uso maquiagem. (!) o_O Eu fiquei com aquela cara de ‘ué’, pois realmente me pareceu uma incoerência. Se fosse de uma pessoa que nunca teve contato com o feminismo, mas não, era alguém que se dizia ser uma feminista. E queria que os homens se ajoelhassem aos nossos pés. (!)

    Ao mesmo tempo que adoro andar maquiada, não tenho problema em lavar o rosto e ir na padaria de manhã com as olheiras e espinhas características. Isso é o poder da escolha. Se Beyoncé quer usar o nome do marido, qual o problema? Se não usasse, certamente teria gente criticando também.

    Ela faz parte de uma indústria da moda e do entretenimento, sem dúvida, mas quem somos nós para podar uma mulher que faz suas próprias escolhas, sendo que é a isso que o feminismo se destina?

    Grande abraço!

    • Olga

      Oi, Sybylla. Obrigada por participar dos debates aqui na Olga. Concordo com você quando diz que o machismo que tolhe a sensibilidade também prejudica os homens. O machismo, no geral, sempre prejudica os homens. E tanto o post sobre A Escolha de Angelina, quanto este, que abre com a história da Beyoncé falam de uma mesma coisa: a liberdade de escolhas. E lutar por isso é, ou deveria ser, a maior proposta do feminismo. Um beijo!

  7. Mari

    Gostei muito da reflexão e ainda fui ler o texto todo sobre a Beyonce (mto bom tbm). Desde que eu li, eu já mencionei ambos tanto conversando com a irmã como com o namorado. Entre eu e minha irmã, geralmente ficamos expondo ideias e terminamos concordando com tudo. Com o meu namorado, é pra exemplificar como o feminismo não é algo necessariamente radical (e eu posso me interessar por maquiagem e ainda assim ñ querer o sobrenome dele, mas ñ ver problema nenhum em quem coloca sobrenome).
    Estou gostando muito dos textos todos. Todas discussões válidas.

    • Olga

      Mari, obrigada pelo feedback. Também não sou adepta de nada radical: nem movimentos, nem estilos de vida, nem crenças, nem dietas. 🙂

  8. Mauricio

    Olga, obrigado por responder.

    Vou ser sucinto. Eu, e a maioria das pessoas, desconhece as artistas que você mencionou. Quando digo que é bom dizer que é feminista parto da seguinte lógica, a artista que diz ser feminista tem muito mais a ganhar do que a que diz q não é. Pensemos sobre isso. Será que a Beyoncé teria portas fechadas; perderia fãns se dissesse o contrário, a industria que ela sustenta está realmente preocupada com isso?

    Até logo!

    • Olga

      Oi, Maurício!

      Pois é, citei essas artistas justamente para te contar que elas existem, sim. E devemos celebrá-las, pois estão aí fazendo coisas legais, inspiradoras, traçando novos caminhos paras as mulheres. Resumindo: “há talentos na TV com ‘corpos com menos curvas'”, como você disse. E espero que você se interesse em conhece-las 🙂

      Será mesmo que a artista que se diz feminista tem mais a ganhar? A palavra feminismo, muitas vezes, afasta homens e mulheres. Justamente por ter ganhado, nos últimos anos, um peso extremista. A própria Beyoncé diz isso em entrevistas (http://nymag.com/thecut/2013/04/beyonc-is-a-feminist-i-guess.html). “That word can be very extreme … But I guess I am a modern-day feminist”, diz. Do outro lado, vemos esse movimento de artistas, como já citei, negando o rótulo.

      A indústria que ela sustenta – e que nós sustentamos, pois entretenimento faz parte da vida de todos – talvez não ligue para seu posicionamento, desde que não afete as vendas de cd, o público dos shows… Mas como ter certeza do lado de fora? Podemos apenas especular.

      Até!

  9. Ana Paula de Araujo

    Ju, não te conheço, mas assino embaixo!
    Um dos motivos que me levaram a desistir de debates feministas foi esse: a limitação de nossas escolhas. Pra você ter ideia: sou protestante e já cansei das gurias (e homens também) me enchendo o saco, dizendo que não sou livre. Ora, mas eu quem escolhi a religião que queria seguir! E também gosto muito de moda (tô me formando em jornalismo na PUC-SP também!), beleza e não me acho menos feminista por isso.
    Como eu queria um mundo em que nossas irmãs parassem de nos condenar por nossas escolhas. 😦

    Beijos, arrasou!

    • Olga

      Oi, Ana! Eu entendo perfeitamente como se sente. E acho que a maioria das pessoas também. Sempre tem alguém pronto para olhar para as nossas decisões com uma lupa. Seja o corte de cabelo, as roupas, o namorado, a profissão, a religião.

      Como disse num outro comentário, por muito tempo reneguei a credencial de feminista por achar que o feminismo me renegava. Mas não precisa ser assim. Dá para fazer dar certo. Força no jornalismo de moda e de beleza porque eles são relevantes. Vou te indicar meu site favorito: http://www.fashionista.com, com matérias cheias de humor. Um beijo!

  10. Bárbara

    Acho importantíssimas as colocações do texto.

    Porém acrescentaria um quê, só pra ficar claro que, defesa ou ataque a x ou y aspecto de Beyoncé, usá-la como modelo a seguir ou a rejeitar não nos tornará mais nem menos feministas.

    O que vejo é que nem sempre o que se põe em questão é o feminismo (“ou não”) de Beyoncé, por exemplo, mas o uso de referências pessoais como ideais de um posicionamento.

    Maravilha a Beyoncé ser ou sentir-se livre para escolher como se comportar, se o for. Pode ser, por outro lado, que algo a respeito de seu comportamento não seja exatamente fruto de uma livre escolha. Talvez ainda isso tudo não seja da nossa conta, afinal especulações sobre pontos pessoais da vida de uma mulher, além de tenderem a um controle repreensivo, não podem traduzir toda a sua complexidade, como sabemos, e, mesmo se pudessem, não temos condições de identificar os motivos de cada passo dela. O que temos condição de perceber é que, por sua posição enquanto pessoa de sucesso em uma profissão glamourizada, e como mulher, Beyoncé é tomada como modelo por inúmeras mulheres e meninas de vários cantos do mundo. Por mais libertárias que sejam ou pareçam suas atitudes, é perigoso tomar por símbolo de um ideal uma personalidade, na minha opinião, justamente pela complexidade envolvida. Mesmo a Beavouir não poderia ser, como pessoa, um modelo de feminismo ou de feminista, visto que, tratando-se de um indivíduo complexo, cheio de subjetividades, seria perigoso personificar neste ou em qualquer alguém o ideal que se segue.

    E acho esse um perigo presente: pela constatação de um feminismo praticado por Beyoncé, tratá-la como um exemplo “pleno” para imitar. Pela nossa autonomia, que é um dos focos de nossa luta, suponho, acredito que seria saudável procurar romper com a idolatria, seja a quem for. A admiração é possível, mas a imitação ou condenação é perigosa. Até porque uma mesma atitude pode envolver motivos, formatos e significados completamente diferentes quando tomada por pessoas diferentes. Não seremos nem mais, nem menos feministas ao imitar ou condenar qualquer gesto que só tem sentido se for contextualizado.

    • Olga

      Oi, Bárbara. Que ótimo seu comentário. Realmente, Beyoncé não é um exemplo pleno para imitar, como você mesma disse. E, para falar a verdade, ninguém é.

      Que possamos tirar mais inspiração do que a necessidade de copiar essas mulheres ícones. E que, a partir daí, possamos fazer nossas próprias escolhas.

  11. Mauricio

    Não nego que Beyoncé seja feminista, assim como também não nego que ela é aliada a uma industria mercadológica que, através de uma espécie de ditadura da beleza, limita as escolhas das mulheres… Faz tempo que não vejo na TV talentos com corpos com “menos curvas”.

    Ademais, no mundo em que vive Beyoncé – mercadológico e publicitário – cai muito bem dizer que é feminista. Ganha-se bastante fãns que, como ela, se ao menos leram Simone de Beauvoir, não leram Adorno e a industria cultural…rs.

    • Olga

      Oi, Mauricio. Que legal receber visitas de homens também. Você tem um bom argumento: Beyoncé é mesmo fruto de uma indústria que trabalha com a ditadura da beleza. Fiquei um tempão refletindo sobre isso, pois, realmente, as coisas não parecem bater, né? Não sei se tenho uma boa resposta para te dar além de que, apesar de tudo, é um alívio encontrar artistas que carregam uma mensagem que coloca a nossa cabeça para pensar. Mesmo que ela seja emitida num cenário que represente o contrário. Vi uma entrevista legal com a modelo Karen Elson sobre isso. Uma adolescente pergunta: “sempre me identifiquei com o feminismo, mas alguns meses atrás, virei modelo. Me sinto uma fraude. Como posso trabalhar nessa indústria e ainda manter minha integridade?”. E a Karen tem uma resposta bacana e, mais importante, realista. Copio abaixo:

      “I had a hard time with this question for a long time. Then I kind of looked around me, toward the examples of models like Kate Moss, Gisele Bundchen, Naomi Campbell, and Milla Jovovich—these women weren’t meek and passive; they were strong, savvy businesswomen who had transcended all the myths about being a model. They were (and are) powerful, and each one probably had (and has) legions of men working for them. They are changing the industry from the inside, which in many ways can be more effective than campaigning for change as an outsider.” (Caso queira ler o resto, segue o link: http://rookiemag.com/2013/03/karen-elson-is-yr-friend/)

      Pode ser uma forma que ela encontrou de se confortar com sua escolha profissional. Ou pode ser que tudo isso faça sentido de alguma forma e a gente consiga achar maneira de fortalecer as mulheres mesmo dentro de uma indústria com caminhos tortos.

      O que não concordo com você: há sim talentos na TV “com corpos com menos curvas” (parto do princípio que você quis dizer mulheres com beleza padrão ou que usam de certa sensualidade para se expor). Cito algumas: Lena Dunham, Amy Poehler, Tina Fey, Rebel Wilson, Anna Kendrick, Mindy Kaling, Kristen Wiig, Tilda Swinton…

      E por fim, é engraçado, mas nesse tal mundo mercadológico do qual fala, não é interessante para as mulheres dizerem que são feministas. Prova disso é que a nova geração de cantoras – Lady Gaga, Katy Perry, Taylor Swift – nega o rótulo (http://www.slate.com/blogs/xx_factor/2012/12/04/katy_perry_says_she_s_not_a_feminist_when_are_we_going_to_stop_asking_that.html). Talvez justamente por associá-lo com algo extremo (“um machismo ao contrário”). Não é. Como diz uma amiga minha, ” feminismo é uma coisa complexa, com diversas linhas de pensamento, várias delas conflitantes entre si em alguns aspectos, que merecem ser lidas e investigadas. Mas, acima de tudo, feminismo começa com uma construção pessoal, sem perder de vista a luta por liberdade coletiva”.

      Enfim, obrigada por contribuir com o papo!

  12. Nina

    O texto partido de uma reflexão bastante simples constroi uma discussão amplamente complexa. Vivo me questionando se lutar contra a libertação feminina tem que estar diretamente ligado a uma anulação das vontades, dos anseios e de uma negação constante de ser você mesma por uma cartilha dizer o que é ou não certo. É de uma incoerência sem tamanho colocar libertade e regras dentro de uma mesma proposta… Talvez seja por essa falta de compreensão entre as proprías mulheres que a luta feminista seja tão fragmentada.

    • Olga

      Excelente ponto, Nina. Sempre me perguntava se havia perdido as credenciais de feminista quando decidi virar jornalista de moda. Resposta: não, de jeito nenhum. Isso não nos tira o direito – o dever! – de lutarmos por um bem coletivo e liberdades individuais também. Que a proposta feminista seja repensada. E mais importante, que a gente possa ter um outro olhar sobre ela. Eu, por muito tempo, rejeitava o rótulo de feminista, mais por achar que o rótulo me rejeitava. Mas o feminismo é importante. Fez e faz muito pelas mulheres, pelos homens, por que não? Que ele não seja esquecido!

    • Olga

      Que alegria a minha em ler isso, Bebete. E saiba que estou de ouvidos e coração aberto para sugestões, críticas ou qualquer papo. juliana@thinkolga.com. Volte sempre!

Os comentários estão desativados.

%d blogueiros gostam disto: