Desbravadoras de startup

olga startup

O empreendedorismo ainda é um setor majoritariamente masculino em todo o mundo. No Brasil, entretanto, a situação ao menos parece melhorar. Uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) em 2012 mostrou que as mulheres são metade dos empreendedores em começo de atividade no Brasil (49,6%). Elas não apenas têm disposição para empreender, mas também sabem o que estão fazendo: no setor de franquias, as mulheres costumam faturam, em média, até 32% a mais do que as lojas gerenciadas por homens, segundo a consultoria Rizzo Franchise, especializada nesse tipo de negócio. Mas ainda há uma grande diferença entre o empreendedorismo masculino e feminino: a inovação. Por serem minoria em áreas tecnológicas, elas ainda tem dificuldades em pesquisas e desenvolver novos produtos. 

Entrentanto, existe muita gente trabalhando para mudar esse cenário – e vamos mostrar aqui algumas delas. Veja quem são as brasileiras que estão ajudando a consolidar o setor de startups e inovação no país:

olga bel

A empreendedora: Bel Pesce, 25 anos

Ela é a nossa Mark Zuckerberg – sem os escândalos, os processos jurídicos e o PRISM. Bel Pesce, aos 25 anos, tem um currículo de invejar velhos de guerra. Formou-se no MIT, onde fez quatro cursos de graduação:   engenharia elétrica, administração, matemática e economia. Mas só a forma como foi aceita na universidade já é uma história de filme em si. “Descobri sobre o MIT alguns dias antes do prazo para entregar todos os documentos.  O processo de aplicação é extenso e complicado. Já havia passada a data para me inscrever na prova de múltipla escolha SAT e também para ser entrevistada por um ex-aluno do MIT”, conta em seu site. “Mas aprendi cedo que ter perseverança e dar o melhor de si pode fazer milagres. Fiz duas coisas um tanto malucas. Primeiro, descobri o endereço de um ex-aluno do MIT em São Paulo e fui bater na sua porta. Segundo, apareci nas provas do SAT e implorei por um exame, mas infelizmente as provas vinham contadas dos Estados Unidos. Pedi para esperar e ver se havia alguém que faltasse. Em uma cena dramática, fiquei ali à porta, vendo as pessoas entrarem e sentarem em frente aos seus exames. Mas um assento continuou sempre vago e acabei fazendo esse exame.”

Sua experiência profissional conta com empresas de peso como a Microsoft, Deutsch Bank e Google. Em 2011, foi para o Vale do Silício, na Califórnia, onde, aos 22 anos, foi diretora de produtos da Ooyala e comandou uma equipe de 25 engenheiros (sim, todos homens). Bel lançou por conta própria o aplicativo Lemon Wallet, que faz cópias digitais de tudo que você carrega na carteira. Mais de 2,5 milhões de pessoas já baixaram o programa. Seu primeiro livro A Menina do Vale, onde ela conta sua trajetória, viralizou pela internet com 1,5 milhões de downloads em três meses. Recentemente, inaugurou a FazINOVA, escola onde dá aulas descomplicadas sobre empreendedorismo.

olga camila

A investidora: Camila Farani

A advogada e empresária Camila, de 31 anos, passou para o outro lado da mesa do pitch por gostar de desafios. “Eu queria fugir da renda fixa, a bolsa está sem graça e acabei entrando no mundo dos profissionais que investem em pequenos negócios”, disse entrevista à revista Exame. Como investidora-anjo (pessoa física que compra participação em empresas), investiu 300 mil em cinco empresas de pequeno porte em áreas como hotelaria e nutrição cujo segredo era evoluir a inovação tecnológica. Em seu blog Startups e Empreendedorismo, no site da PAC-PME (Programa de Aceleração do Crescimento para Pequenas e Médias Empresas), Camila dá dicas para quem quer se aventurar nessa área.

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A advogada: Luiza Rezende, 25 anos

A paulistana Luiza Rezende formou-se em Direito pela USP, mas não quis deixar de lado seu interesse pelo empreendedorismo, tecnologia e inovação. Juntou as duas áreas e, hoje, oferece consultoria jurídica para quem quer embarcar no mundo das startups. “Tive uma atitude bem geração Y e fiz do meu trabalho o meu prazer”, conta a advogada, que fala fluentemente seis línguas. Em seu site, o Elemento Jurídico, ela esclarece dúvidas como “o que define uma startup?” e “como funciona a lei dos direitos autorais?” e debate temas tais quais “a importância dos termos de uso do seu aplicativo”.

“O universo empreendedor está começando a entrar em ebulição no Brasil”, afirma. Uma das causas apontadas por Luiza é o Startup Brasil, projeto do governo federal que apoia novas empresas no setor de ciência e tech. “Foi o primeiro passo para uma nova cultura empreendedora: deu popularidade ao termo startup, confiança aos empreendedores e aos investidores.” Sob sua ótica, a advogada aponta o mercado de nicho como o foco dos novos empreendedores: “Vejo muitas lojas virtuais de mercados específicos e redes sociais para profissionais sendo criados.”

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2 Respostas para “Desbravadoras de startup”

  1. Rafaela

    Assisti a uma palestra da Camila há 1 mês.Um grande exemplo de vida e luta até onde chegou !

    Vou checar se existe o vídeo e envio o link.

  2. Juliene

    Ja li o livro da Bel e fiquei fascinada com sua trajetória. É super inspirador ver até onde podemos chegar, através de conquistas alheias !
    O livro é muito motivador e útil para quem deseja ser empreendedor.

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