Pesquisa Chega de Fiu Fiu

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A campanha CHEGA DE FIU FIU se propõe a combater o assédio sexual em espaços públicos. O primeiro passo foi apontar o problema, pois ele ainda é vastamente ignorado. Por isso, criamos o espaço de DEPOIMENTOS, onde mulheres (e homens!) relatam suas experiências, medos e traumas.

Agora, por iniciativa de Karin Hueck, colocamos no ar uma pesquisa que pretende dar nome, tamanho e cara a esse comportamento. Nunca vimos dados, estudos ou informações sobre intimidação sexual. Nos ajude a mudar esse cenário!

ATUALIZAÇÃO, 13/08: a pesquisa foi encerrada. Recebemos quase 8 mil respostas. Em breve, divulgaremos o resultado. Obrigada pela participação!

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67 Respostas para “Pesquisa Chega de Fiu Fiu”

  1. Daniele

    Concordo , parabéns pela iniciativa, não é justo nós mulheres não termos o direito de andar nas ruas em paz,eu falo por mim,gosto de ir a baladas, mas fico ao mesmo tempo com receio , pelo fato de certos imbecis ficarem falando coisas obcenas, aconteceu comigo na ultima balada, eu estava indo para casa após uma festa (umas 7 da manhã), quando de repente surge um idiota num carro , e gritando baixarias (oi delícia entra aqui no carro, você não está ouvindo e tal) a minha sorte é que eu estava de fone no ouvido,ouvindo musica, quem me falou isso foi uma senhora que estava no ponto onde eu desci), na ida pra academia a mesma coisa, pra não revidar prefiro estar de fone de ouvido , é melhor ouvir musica e seguir em frente do que você ouvir essas obcenidades

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  2. michellemoura

    Ano passado as 20hs eu estava de bicicleta e cruzei com um homem que estava com o penis pra fora da calça balançando-o e mostrando-o pra mim. O mesmo aconteceu à 19 anos atras (eu tinha 15 anos) em Joinville ao meio-dia, no centro da cidade – o cara se aproximou e mostrou o penis ereto rápido para nao ser percebido. Foi chocante.
    Sábado, eu e uma amiga compramos morangos de um feirante na rua e qdo pedimos por uma sacola ele disse : vamos cuidar para nao amassar pq os morangos sao delicados como as mulheres. Considero um comentário sexista e me senti acuada.
    Muito comum e freqüente: homens passarem de carro e assobiaram ou falarem coisas do tipo “que gracinha”, “lindeza”, “ai”. Esse tipo de abordagem é ofensivo, intimidador e acuador.

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  3. Elisa Euzébio

    Fiquei feliz de ver a pesquisa.
    É bom ter um espaço para se manifestar a respeito de situações que tanto nos constrangem.

    Concordo quando usam o termo cantada para designar um assédio.
    Apesar de alguns comentários aqui falarem que não, a cantada é sim, ofensiva.
    A cantada é muito diferente do flerte, ou de puxar uma conversa.
    Em geral, os homens que usam do artifício da cantada, não estão interessados em impressionar a mulher ou de fazê-la se sentir lisonjeada. Eles estão interessados apenas em expor suas opiniões sem se importarem com o resultado disso, sem se importar em como suas opiniões podem atingir as outras pessoas. Isso é DESRESPEITO. E todo desrespeito deve ser combatido.

    Admiro as mulheres que tem coragem de se manifestar, de brigar, de reclamar, de responder.
    Eu não tenho coragem. Tenho medo de me expor ainda mais, medo de que a cantada evolua para uma agressão física ou para outras agressões verbais.
    O medo aliás, é uma das maiores consequências desse tipo de atitude.
    Me lembro de, na adolescência, usar aliança de compromisso (mesmo estando solteira) para ir a baladas, na esperança de que o fato de ter um namorado inibiria as cantadas. Ensaiava com as amigas as desculpas que podíamos dar aos homens que nos assediavam, para evitar que eles continuassem insistindo.

    Depois de um tempo me cansei de dar desculpas, e as troquei por “não, porque eu não quero”.
    Mas nem todos os homens parecem entender esse argumento.
    Hoje evito (ou simplesmente passei a detestar) certos tipos de baladas, porque sei que nelas esses comportamentos são comuns.

    Tenho medo de me manifestar quando um estranho me ofende, mas porque esse homem não tem medo de sofrer retaliações quando ofende uma mulher que não conhece?
    Os homens encaram isso como uma brincadeira, eles precisam entender que brincadeiras não existem quando uma das partes envolvidas não está se divertindo.

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  4. ed. campelo

    já que vcs. estão fazendo essa pesquisa sobre o assunto.. eu gostariade saber porque a cantada ( eu me refiro as obcenas e o assédio sexual). e tão frequente ” normal” , na cultura brasileira. Hoje eu moro no exterior. É claro que cantadas de mau gosto aconteçem em tods os lugares do Mundo. Mais os europeus por ex. ñ fazem ñ cantam ninguém na rua , é muito difícil.. vc. ver algo como no Brasil. Por que?

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    • Valentine Reina

      Parabéns pela iniciativa!
      Por favor torne público os resultados da pesquisa.Eu gostaria de sugerir, se possível, que colocasse a opção de ver as respostas das outras meninas na pesquisa. Coloquei o meu relato de traumas com assédios e sempre me faz bem desabafar, então achei que seria “bacana” ver as experiências de outras gurias, mesmo para incentivar muitas a relatarem casos piores pelos quais já passaram, mas morrem de vergonha de contar (ao menos eu tenho vegonha de contar alguns as vezes, pois em muitos casos eu travo e não consigo reagir por medo).

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    • Julia

      Porque o Brasil é um país extremamente machista onde muitos homens se sentem no direito de constranger, assediar e estuprar mulheres. Somos ensinadas a nos proteger, não usar tal roupa, não ir àquele lugar, não olhar demais, não sair sozinha, “se dar ao respeito”, enquanto ninguém ensina aos homens a não assediar, muito pelo contrário.

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  5. Caroline

    Parabéns pela iniciativa! As cantadas incomodam muito e faltam políticas de coibição (como propagandas do governo com “deixe a mulher caminhar em paz!”) dessa demonstração de machismo.

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  6. Marta Caroline

    Odeio receber essas ditas “cantadas” . E também quando ficam olhando para a minha bunda. Eu fico nervosa, ansiosa, não me sinto confiante. E quando a gente olha aquele bando de macho sentado na calçada? Vish, só olhando pro chão e se fingindo de surda.
    Gostei muito da pesquisa, parabéns ❤

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  7. Boris Radovanic

    Bom, no texto da pesquisa está escrito “Por isso, criamos esse espaço de depoimentos onde mulheres (e homens!) relatam suas experiências, medos e traumas.” Mas fui responder a pesquisa, não havia nenhuma alternativa condizente com experiências ocorridas com o sexo masculino. Até mesmo as perguntas são dirigidas ao sexo feminino… “Você já foi XINGADA porque disse não às cantadas de alguém?” Ou vocês tiram o trecho de parênteses “(e homens!)”, ou coloquem alternativas condizentes com experiências masculinas. Como vocês dizem que os homens também podem responder a pesquisa, mas colocam nas alternativas “gorda”, “mal-comida”, “feia”, “baranga”… Sejam mais coerentes.

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  8. Marina

    Adorei a iniciativa… Mulher nao é pedaço de carne, chega de ouvir “fiu-fiu” e ser assediada 🙂

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  9. Lilhy Castro

    Achei a iniciativa incrível, parabéns. A pior coisa do mundo é sair de casa e não se sentir segura, sempre ter medo de que algo aconteça com você. Chega de fiu-fiu!

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  10. anapimentel

    Eu perco as estribeiras e dou sermões furiosos. Faço escândalo mesmo e isso quebra muito as pernas desses calhordas, porque eles estão justamente acostumados a fazer isso e serem ignorados. Por isso continuam fazendo. É um troço que me tira do sério, nunca me calo. Se todas as mulheres manifestassem sua indignação nessas situações, creio que eles passariam a sentir a gravidade do que eles fazem. Eles simplesmente acham que não tem nada demais.
    Respondi a pesquisa com todo prazer, vou ajudar a divulgar. Parabéns pela iniciativa da campanha. Não podemos nos calar!

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  11. Dan

    Parabéns pela iniciativa!É muito importante que assuntos como esse sejam discutidos e tenham atenção. Esse é um problema muito sério para ser ignorado.Praticamente deixamos de viver por causa de tantas coisas que acontecem, devemos nos cuidar só de sair para fora de casa.Muitas vezes nos vemos obrigadas a deixar de ir a tal lugar, entre tantas outras coisas.É algo deprimente.

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  12. Robson

    Acho que sou o primeiro homem a falar aqui… Enfim… Existe um estudo recente de que cada vez mais as mulheres estão sozinhas, desacreditadas no amor porque segundo elas homens são todos iguais e outros tantos comentários que geralmente entre as mulheres há uma certa concordância. A questão é que o processo histórico está se invertendo outrora mulheres ficavam em casa e cuidavam dos afazeres comuns de uma casa e homens saiam enfim… hoje boa parte das mulheres estão tendo um comportamento semelhante aos homens de outrora, quem está tomando a iniciativa de chegar são as mulheres, faz muito tempo que não chego em ninguém, não dá tempo e olha que não sou nenhum modelo de beleza e algo do tipo… tenho 28 anos é algo estranho demais… Onde quero chegar… as mulheres hoje tem dificuldade em lidar com essas situações e de acordo com o estudo ou são inseguras ou são independentes demais o que as faz pensar: pra que homem se me viro sozinha… Chegado a extremos como o dessa pesquisa… concordo que medidas devem ser tomadas no que diz respeito a assedio, mas precisa-se ter muito claro o que é assedio e o que é uma simples cantada… Se eu canto uma mulher de uma forma adequada mas direto no que quero, percebo nela a atitude positiva ou não, caso positiva vou adiante, caso negativa caio fora sem dizer-lhe desaforos… Sou adulto não é não e sim é sim. (ponto final) Mulheres: ofendo alguém agindo dessa forma? Beijos e na minha opinião viva as cantadas respeitosas e a cordialidade nos relacionamentos sérios e passageiros…Não lembro o autor mas veja só: Não vejamos as mulheres como objetos a menos que elas queiram que isso aconteça. Sejamos adultos para interpretar tal frase. E se não formos adultos nem comentemos a respeito.

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    • Agatha

      Robson, você errou o ponto! A pesquisa não se refere a flerte na balada. Uma coisa é você estar num ambiente como pub, clube, balada, etc e flertar com uma mulher. Isso é normal. Se você leva não como não e sim como sim, parabéns, você está sendo um ser humano decente. Mas o que a maioria das mulheres acaba tendo de enfrentar não é isso. O que nos acontece é que os caras chegam, a gente diz não, e eles não param de atazanar e às vezes tentam até forçar, sob o pretexto de “ela tá se fazendo”. Só porque você não faz isso, não ignore o fato de que isso acontece MUITO com todas as mulheres.
      A pesquisa também não fala apenas de balada. A pesquisa fala de dia à dia. Você nunca vai saber como é não poder ir pro trabalho sem ter homem na rua assediando. Talvez você nunca vá entender o quanto pode incomodar, a gente ali só querendo viver nosso dia à dia, na rua, num ambiente normal, indo pro trabalho, pra faculdade, e ter cara cantando a gente na rua. Principalmente porque nisso há FALTA DE RESPEITO pelo espaço da outra pessoa.

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      • Robson

        Ok menina entendi. Obrigado pelo esclarecimento… Só pra constar apenas, não vou a baladas e meu amigos em sua maioria são mulheres.. homens de fato as vezes se passam demais e imagino o que as vezes vocês passam na rua. Mas você curte um fio fio na rua ou acha nada a ver?

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    • Carol

      Cantar uma mulher na rua é desrespeitá-la sem nenhuma intenção de relacionamento com ela; ela está apenas passando, cumprindo seus compromissos. Caso você vá CONVERSAR em vez de cantar (“delícia”, “gostosa”), num ambiente ADEQUADO para isso, como barzinho, balada, sem irritá-la nem forçá-la a nada, nem ofendê-la ou desrespeitá-la, tudo bem, isso é um flerte. E eu acho ótimo que as mulheres demonstrem interesse e cheguem em homens também. Afinal, é direito dela se mostrar interessada também. E nunca vi mulheres assobiando, gritando na rua ou mesmo falando na balada “oh seu delícia, queria te comer todinho”, “assim você mata a mamãe, hein?”, “sua mãe caprichou, hein?”. Mas os caras normalmente xingam se a mulher não quer nada nesses ambientes de paquera, tentam agarrar à força. E na rua NADA A VER falar algo para desconhecidas. Deixe a pessoa viver e andar em paz, por favor.

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  13. Dani

    Eu me lembro que nos meus 14 anos (fato que era mais comum do que hoje em dia que tenho 26 anos) de idade ficava mais frustrada e mandava sempre um: “aaahhh vai se foder!” Hoje em dia tenho mais paciência, mas em alguns casos é um absurdo, as vezes alguns policiais olham e/ou mandam uma cantada, contei uma vez de um policial para um ex namorado e ele muito ciumento ficou bravo comigo e ainda disse que eu gostava, não preciso nem dizer que esse ex era um machista filha da puta.

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  14. Juh

    Cantada e assédio são a mesma coisa sim, você se direciona a uma mulher completamente desconhecida e fala com ela, sendo que ela não está nem um pouco interessada. Elogio sim é diferente, e é legal pq vem de uma pessoa com a qual eu me importo. Pouco me importa que o cara na rua ou na balada me achou bonita, e é um desrespeito ele tratar como se eu fosse obg a gostar. Se tá realmente interessado, se aproxime e converse, se for do gosto da mulher, ela aceita a conversa, daí um elogio. Um “vc é linda” no meio da rua, não é elogio, é deplorável, o cara não tá nem ai pra quem é vc, soh p seu corpo.

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    • Mayra

      Desculpe, mas acho que você foi incoerente na sua escrita. A discussão sobre o “nome” dessa atitude é sobre o termo usado e não sobre a atitude. Se você chama de CANTADA um cara te agarrar na balada realmente o termo CANTADA se torna sinônimo de assédio ao seu corpo e é algo detestável. mas a questão colocada é exatamente para tentarmos distinguir nominalmente esse gesto de uma aproximação respeitável, ou de um elogio coerente e educado, por ex.

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  15. Ana

    Existe uma diferença entre cantada e assédio. Cantada pode ser “você tá linda hoje” e não existe nada de errado em dizer isso à alguém. Agora, essa cantada pode se tornar assédio facilmente, quando é desrespeitosa e quando a mulher não demostra nenhuma disponibilidade romântica ou sexual.

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  16. Suzana

    Cantada e assédio são coisas diferentes. E vejo este site tratando-as da mesma maneira. Penso que seria importante diferenciá-las. De qualquer maneira respondi ao questionário e acho esta iniciativa completamente válida e importante!

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  17. Lílian Pessoa

    Adorei a iniciativa! Precisamos combater essa manifestação do machismo tão presente no dia-a-dia!

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  18. Erika Leonardo Oliveira

    Parabéns pela iniciativa!
    A pesquisa é de grande valor social. Precisamos mesmo mostrar o que se passa conosco para que estas questões façam parte de uma boa educação das futuras gerações. Respeito e dignidade são direitos fundamentais.
    Uma coisa que me enerva é ver os pais/amigos/ sociedade educar uma mulher a se calar. ” ignore e mostre-se superior”, ” desencana que não vale a pena revidar”, “não fique de mimimi por coisinhas a toa”. Mas essas pequenas coisas, quando guardadas tendem a crescer dentro e fora de nós. Fomos educada a alimentar “coisinhas” com nosso “silencio superior” e torna-las insuportáveis.
    Isso não pode mais acontecer. E mais que tudo, precisamos vencer o machismo velado do nosso próprio sexo. Alimentar esse machismo com silencio, nunca mais!

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  19. Heloisa

    Concordo com a Mayra. Educação ao se travar algum tipo de relação social que talvez evolua para cunho sexual hoje em dia é sair forçando a barra. Os caras não aceitam um não, não respeitam a nossa opção se ficar sozinhas se quisermos nem ficar com outro cara que não seja o coitadinho rejeitado. E também já quase terminei amizades com amigas mulheres por me reprimirem quando xingo um diabo mal-educado desses que passam berrando nojeiras, como se meu papel fosse aceitar isso, como se fosse algo tão natural que nada mudará isso. Eu não acho, percebo que quanto mais eu respondo de volta, melhor eu me sinto, mesmo que o cara não se toque. E a longo prazo, com mais mulheres respondendo, eles verão que não é algo agradável, que se o objetivo deles é mesmo apreciar, melhor faze-lo em silencio e com educação, que é o que eu faço pelo menos se tem um homem muito bonito na rua e eu quero olhar. Nao é porque sou mulher que não saio berrando nojeiras pra ele, é porque se o cara é bonito, uma, ele provavelmente sabe muito bem disso, duas, reiterar isso não vai fazer ele prestar mais atenção em mim, e três, se eu só quero chamar ele de gatão ou coisa do tipo, penso que ele provavelmente tem mais o q fazer da vida do que ouvir “elogios” de pessoas desconhecidas que nada significam para ele. Assim, trata-se de respeitar o espaço alheio e aproveitar para puxar papo com educação em ambientes propícios, e ainda assim, com bom senso, se a pessoa nao te olha na cara e quando tu encara ela evita o teu olhar (que é o que faço com os tarados que ficam me encarando em balada), é meio lógico que ela não tá interessada. Por isso, nunca pego ninguém. Os homens já chegam se arrastando, se esfregando, ou puxando papo do nada, uns tipos mal-educados e grosseiros, e aí quando digo que não quero papo, ficam “mas por que??”. Dá pra ver que são bem burros se não sabem a resposta! Mas não, se acham os injustiçados, afinal, se a mulher está lá, mesmo q esteja se divertindo com as amigas, o que ela realmente quer é um macho chato que fique enchendo o saco e babando o ovo a noite toda, pq somos tão inseguras assim que realmente precisamos desses lixos para nos fazer sentir bonitas… SÓ QUE NÃO!!! É isso que a sociedade e o capitalismo querem, para que fiquemos cada vez mais consumistas e fúteis e nos afastemos do poder. MAS NAO CONSEGUIRÃO arrebanhar todas as ovelhas!!

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  20. Allécto

    Acho que os homens entenderiam um pouco como é isso se fossem assediados por outro homem, com o dobro do tamanho deles, ou até mesmo um grupo de três ou quatro homens bem fortes e ameaçadores.

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  21. Andrea S. Sampaio Santos

    Acho muito boa a idéia,séria maravilhoso se houvesse uma educaçao a respeito dessa forma de como o homem vê a mulher,puro machismo.

    Responder
  22. Sara

    Boa iniciativa. Sempre pensei nessa questão e me sinto assediada e ao mesmo tempo de mãos atadas. Espero que a gente consiga impor respeito e limites com o passar do tempo. É muito triste sair de casa e ter que ouvir certas coisas na rua. Parabéns!

    Responder
  23. Natasha Valente

    O princípio de tudo é isso: levantamento de dados. Depois, espero que alguém veja e faça algo pra mudar isso!

    Responder
  24. Roberta

    Que excelente isso! Eu deixo de ir a muitos lugares a pé por conta de assédio. Me sinto um objeto. Isso foi o que mais me inpulsionou a comprar um carro. E mesmo dentro dele há assédio. De caminhoneiros, de outros caras em carros, de motos. Eh nojento e mto grave! Quem faz isso está a um passo de ser um estuprador, na minha opinião. Eh alguém que nao se controla diante de uma mulher. Isso precisa de alguma medida séria.

    Responder
  25. Débora Andrade

    Muito boa a iniciativa. É importante que seja esclarecido de uma vez por todas que as mulheres (com exceções, claro) NÃO curtem cantadas, insistência, atitudes inconvenientes, assédios… Isso é violência, independente de quem a comete, do lugar, das roupas que se está usando ou de qualquer outro fator. Sem consentimento é estupro, e não há o que se discutir. Estupro não é apenas consumar o ato sexual, mas impor a alguém algo que não queira, ainda que seja um beijo, uma “passada de mão”, ou as coisas que parecem “mais simples”. Não são. Respeitar o limite e o espaço do outro é preciso, é DEVER. E precisamos atentar para o fato de que os traumas que as pessoas que são violentadas (lato sensu) carregam, atingem mais do que as mesmas, mas o outro; na verdade, um estupro atinge mais do que a vítima, é uma agressão ao coletivo. Não apenas como sociedade que não tolera esse desrespeito, essa agressão, mas como indivíduos que se relacionam e são lesados, pois os relacionamentos (quaisquer tipos) são atingidos diretamente (até mesmo quando o outro não sabe a respeito da violência) e comprometidos pelo trauma causado. Essa cultura do estupro precisa ser combatida.

    Responder
  26. Jéssica

    Muita força pra que essa pesquisa siga em frente e estimule uma Lei que puna esse crime de assédio!

    Responder
    • Carol

      EXATAMENTE! Os homens precisam entender que a maioria das mulheres não gostam de cantadas, mulheres não gostam de ser tratadas como vagabundas! Gente, é uma ameaça, uma violência verbal! Quantas vezes eu fiquei com medo, meu coração disparou de pavor por causa de uma frase obscena e inesperada. A maioria das mulheres que conheço não gostam realmente de buzinas, cantadas de qualquer tipo, toques de pessoas estranhas, isso é extremamente constrangedor! Pessoal por favor, acordem! Mulheres não gostam disso, é vergonhoso. não pensem vocês que nossa alto-estima se eleva por causa de frases ao pé do ouvido, muito pelo contrário… Esse tipo de atitude somente nos rebaixa socialmente. Esse tipo de relação com as mulheres somente nos fazem ter raiva de homens que tem esse tipo de costume e nos tornam pessoas desconfiadas em relação ao sexo oposto. Quantas vezes eu saí de casa aos 11, 12, 13, 14 anos com blusas largas devido aos abusos relacionados aos meus seios que eu mal havia me acostumado a tê-los???!!! Por favor, vamos explicar e deixar bem claro para nossos amigos, irmãos, pais, tios, avôs que isso é falta de respeito e que ao contrário do que muitos pensam, nós mulheres detestamos isso!

      Responder
  27. Nathalia Borges Santos

    Parabéns pela iniciativa! É muito bom saber que existem pessoas que está REpensando certas práticas culturais. Sonho em uma dia poder andar na rua livremente..

    Responder
  28. Angélica

    Adorei a Iniciativa! Sempre achei um absurdo essas cantadinhas, que de inocentes não tem nada. Por mim devia ser crime.

    Responder
  29. Stephanie Sá

    Você gosta de receber cantadas? SIM, NÃO, EM PARTES. Se em partes, comente. Você considera cantadas um elogio necessário ao aumento de sua auto estima? SIM, NÃO, EM PARTES. Se em partes, comente.

    Mais coerente, né? Até porque existe cantadas=xingamentos e cantadas=elogios educados.

    Responder
    • Lucas Panek

      Concordo com a Stephanie Sá, até comentei isso com algumas amigas. Existe uma diferença entre cantada e assédio. E existem maneiras diferentes de se ver cada uma delas.

      Responder
    • Gabriela

      Não, porque na maioria das vezes são grosserias ou é obsceno, te faz se sentir um produto que devia estar sendo usado e não uma pessoa andando na rua, cuidando da própria vida.

      Responder
    • Camila Hashimoto

      Oi Stephanie, eu até concordo que existem cantadas e cantada ofensivas, entretanto se eu sou bonita, não quero ser lembrada disso a todo momento. Acho que qualquer tipo de “elogio” (vulgar ou não) é assédio sexual sim, pois eu não conheço a pessoa.

      Responder
  30. Luciana

    Muito boa a pesquisa. Acho que cabe uma observação a respeito de xingamentos ou insultos que a pessoa sofre, caso seu corpo ou visual não agrade o agressor. Ex: xingar o cabelo da pessoa que passa, compará-la a personagens caricatos famosos, etc

    Responder
  31. Luiggi

    É bom sinalizar se é homem ou mulher, não?
    E delimitar quem são os perfis que soltam tais cantadas.

    Responder
    • Mayra

      Parabéns pela iniciativa da pesquisa. falta espaço pra isso na nossa sociedade. Já fui, inclusive, muitas vezes reprimida por amigas quando me irritei em alguma situação dessas, falando coisas do tipo: “ai deixa o cara olhar!” ou “ah, faz bem pra auto-estima, vai…” e eu definitivamente não concordo com isso.
      Gostaria apenas de complementar à introdução da pesquisa que diz: “(…)uma pesquisa que pretende dar nome, tamanho e cara a esse comportamento.(…)” porque eu realmente acho necessário distinguir esses atos das “cantadas”. Eu quando penso em cantada penso em flerte, xaveco, penso na pessoa que pede pra sentar na minha mesa no barzinho e puxa um papo comigo, me elogia respeitavelmente e pede meu telefone me deixando totalmente livre a optar se eu quero ou não iniciar um diálogo, uma relação, uma amizade, etc… o cara me agarrar no meio da pista de dança, comentar sobre o meu corpo em voz alta para me constranger não são cantadas. acho que precisamos mesmo achar um outro “nome” pra esse tipo de coisa. Obrigada por darem espaço para falarmos sobre isso!

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